sexta-feira, 12 de julho de 2013

MENSAGEM DO DIA


Você tem o hábito de decidir ou vive na indecisão?

Em cada ato da nossa vida precisamos tomar sempre decisões, pois a nossa felicidade depende delas. Desde a hora que acordamos até o momento em que nos deitamos, precisamos decidir.

Muitas pessoas protelam as decisões, porque têm medo de enfrentar a vida, mas, constantemente, estamos diante de algo que precisamos solucionar. Precisamos tomar consciência de que, na vida, cada ato nosso pode ser um passo de crescimento ou de retrocesso; depende da resolução que tomamos.
Hoje, a Igreja celebra uma grande santa:  Santa Rita de Cássia. Nela encontramos o exemplo típico de quem soube tomar decisões acertadas segundo a vontade de Deus, mesmo em meio às grandes adversidades que ela vivia com o esposo e os filhos.
A maior de todas as decisões de Santa Rita foi assumir Jesus como Senhor absoluto da sua vida e deixar-se conduzir por Ele sempre, chegando à santidade.
“Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração Ele atenderá” (Sl 36, 4).
O lindo é que ela decidiu, de todo o coração, ter Jesus como o Seu Senhor e deixou-se conduzir por Ele.
Jesus, eu confio em vós!   LUZIA SANTIAGO
                    EVANGELHO DO DIA

                           (Mt 10,16-23)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16 “Eis que eu vos envio 
como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes
e simples como as pombas. 17 Cuidado com os homens, porque eles vos
 entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.
18 Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar
testemunho diante deles e das nações. 19 Quando vos entregarem, não fiqueis
preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será
indicado o que deveis dizer. 20 Com efeito, não sereis vós que havereis de falar,
mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós.21 O irmão entregará
à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus 
pais, e os matarão. 22 Vós sereis odiados por todos, por causa de meu nome. Mas
quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade,
fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não aca­bareis de percorrer as cidades de 
Israel, antes que venha o Filho do Homem.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
         COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Todo aquele que quer ser discípulo de Jesus deve estar pronto para enfrentar os 
problemas decorrentes do discipulado. Ser discípulo de Jesus significa não aceitar
os contravalores que estão presentes no mundo e que não permitem que haja vida
e vida em abundância, mas denunciar esses contravalores como causa de sofrimento
e, ao mesmo tempo, anunciar os valores do Evangelho. Ser discípulos de Jesus
significa ser profeta da Nova Aliança e arcar com todas as conseqüências do agir
profético, ou seja, a perseguição, o sofrimento e até mesmo a morte. A história da 
Igreja está repleta de mártires, profetas da Nova Aliança que, por acreditarem nos 
valores do Evangelho, foram perseguidos e derramaram seu sangue como o Cristo.
FONTE CNBB

SANTO DO DIA

São João Gualberto

João Gualberto, segundo filho dos Visdonini, nasceu no ano de 995 em Florença. Foi educado num dos castelos dos pais, Gualberto e dona Villa, nobres e cristãos. A mãe cuidou do ensino no seguimento de Cristo. O pai os fez perfeitos cavaleiros, hábeis nas palavras e nas armas, para administrar e defender o patrimônio e a honra da família.

Mas a harmonia acabou quando o primogênito da família foi assassinado. Buscando vingar o irmão, João Gualberto saía armado e com seus homens à procura do inimigo. Na Sexta-Feira Santa de 1028, ele o encontrou vagando solitário, numa das estradas desertas da cidade. João Gualberto empunhou imediatamente sua espada, mas o adversário, desarmado, abriu os braços e caiu de joelhos implorando perdão e clemência em nome de Jesus.

Contam os biógrafos que, ouvido seu pedido em nome do Senhor, João Gualberto jogou a espada, desceu do cavalo e abraçou fraternalmente o inimigo. No mesmo instante, foi à igreja de São Miniato, onde, aos pés do altar, ajoelhou-se diante do crucifixo de Jesus. Diz a tradição que a cruz do Cristo se inclinou sobre ele, em sinal de aprovação pelo seu ato. E foi ali que João Gualberto ouviu o chamado: "Vem e segue-me". Depois desse prodígio, ocorrido na presença de muitos fiéis, uma grande paz invadiu sua alma e ele abandonou tudo para ingressar no mosteiro beneditino da cidade.

Nos anos seguintes, João Gualberto tornou-se um humilde monge, exemplar na disciplina às Regras, no estudo, na oração, na penitência e na caridade. Só então aprendeu a ler e a escrever, pois para um nobre de sua época o mais importante era saber manusear bem a espada. Adquiriu o dom da profecia e dos milagres, sendo muito considerado por todos. Em 1035, com a morte do abade, ele foi eleito por unanimidade o sucessor, mas renunciou de imediato quando soube que o monge tesoureiro havia subornado o bispo de Florença para escolhê-lo como o novo abade. 

Indignado, passou a denunciá-los e combate-los, auxiliado por alguns monges. Mas as ameaças eram tantas que decidiu sair do mosteiro.

João Gualberto foi para a floresta dos montes Apeninos, numa pequena casa rústica encontrada na montanha Vallombrosa, sobre o verde Vale do Arno, seguido por alguns monges. O local começou a receber inúmeros jovens em busca de orientação espiritual, graças à fama de sua santidade. Foi assim que surgiu um novo mosteiro e uma nova congregação religiosa, para a qual João Gualberto quis manter as Regras dos monges beneditinos.

No início, o papa aceitou com reserva a nova comunidade, mas depois a Ordem dos Monges Beneditinos de Vallombrosa obteve aprovação canônica. Dali os missionários, regidos pelas Regras da Ordem Beneditina reformada, se espalharam para evangelizar, primeiro em Florença, depois em várias outras cidades da Itália.

Seguindo com rigor a disciplina e austeridade às Regras da Ordem, João Gualberto implantou no Vale de Vallombrosa um centro tão avançado e respeitado de estudos que a própria Igreja enviava para lá seus padres e bispos para aprofundarem seus conhecimentos. Todos oravam e trabalhavam a terra, replantando os bosques do Vale e plantando o alimento do mosteiro, por isso são considerados precursores da agricultura auto-sustentável.

Considerado herói do perdão, João Gualberto fundou outros mosteiros, inclusive o de Passignano, na Umbria, onde morreu no dia 12 de julho de 1073. Nos séculos seguintes, esses monges se especializaram em botânica, tanto assim que foram convidados para fundar a cátedra de botânica na célebre Universidade de Pavia. Enquanto isto, as de Pádua, de Roma e de Londres buscavam naqueles mosteiros os seus mais capacitados mestres no assunto. 

Canonizado em 1193, são João Gualberto foi declarado Padroeiro dos Florestais, pelo papa Pio XII, em 1951.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

VIA SACRA DA JMJ RIO 2013 FALARÁ DO SOFRIMENTO

 DE JESUS EXPRESSO NO JOVEM DE HOJE 



O trajeto percorrido por Jesus na cidade de Jerusalém será retratado pela Via-Sacra no dia 26 de julho, em cenários cariocas, como a Pedra do Arpoador e Escadaria Selarón, na Lapa. Serão 14 estações, com 13 delas encenadas ao longo de 900 metros do canteiro central da Avenida Atlântica e a última, no palco central, onde estará o Papa Francisco. O elenco é composto por 280 voluntários, que encenarão as estações em durante cerca de 1h15 de cortejo.

Cada uma das estações terá um tema relacionado às questões da juventude no mundo contemporâneo: “jovem missionário”, “jovem convertido”, “jovem de comunidade de recuperação”, “jovem falando em nome das mães”, “seminarista”, “religiosa que luta pela vida”, “casal de namorados”, “jovem falando pelas mulheres que sofrem”, “estudante cadeirante”, “jovem das redes sociais”, “presidiário ou jovem da pastoral penal”, “jovem com doença terminal”, “jovem deficiente auditivo” e “jovens da África, América do Norte, da América Latina e do Caribe, da Europa, da Ásia e da Oceania”. 

“A Via-Sacra é feita para falar com os jovens; como que a história desse caminho de sofrimento de Cristo dialoga hoje com as dificuldades do jovem contemporâneo. É uma Via-Sacra que tem uma mensagem de solidariedade. Não é só falar dessas questões, mas chamar o espírito dos jovens à ação solidária e cristã”, afirmou o diretor artístico, Ravel Cabral. O texto da Via-Sacra foi elaborado pelos Padres Zezinho e Joãozinho. A transmissão será feita para todos os participantes através dos telões.

O Papa Francisco presidirá a Via-Sacra do palco principal. Além da encenação nas 13 estações, também haverá uma representação de tudo o que estará acontecendo no palco principal. “A ideia é que o Santo Padre participe de modo real de tudo o que está sendo encenado em cada uma das estações”, explicou o diretor geral, Ulysses Cruz. De acordo com ele, a ideia é mostrar o jovem de hoje. "O conceito é a Via -Sacra do jovem solidário, que também é Jesus. A relação do sofrimento de Jesus expresso no jovem hoje".

A atriz Cássia Kiss interpretará Maria. Para ela, fazer o papel da Mãe de Jesus será uma oportunidade de abrir seu coração para viver tudo o que há de bom em seu interior. “Acima de tudo, eu sou cristã. Quero aproveitar a oportunidade para treinar bastante meus sentimentos, estar bastante presente, aproveitar a presença do Papa e colaborar para que as pessoas experimentem um momento muito especial e divino”, enfatizou.

Além de Cássia Kiss, também foram convidados atores como Murilo Rosa e Eriberto Leão. Ana Maria Braga e Lívia Aragão também estão confirmados. Todos devem lerão os trechos bíblicos referentes às estações, que antecedem a meditação.

O ato também contará com a participação da Guarda de Honra da Cruz Peregrina, que será responsável por levar um dos símbolos da JMJ até o palco principal. O grupo, formado por 20 jovens, representará etnias dos cinco continentes.

A recepção do Pontífice no palco será ao som da música “Peregrino Incansável”, cantada por Ziza Fernandes. Já a despedida será embalada pela canção “A Esperança entre Nós”, cantada por jovens cantores católicos de todo o mundo, entre eles Emanuel, Ana Lúcia, Maíra Jaber, Leandro Souza, Flavianne Montenegro e Martin Duarte. Toda a parte musical da Via-Sacra foi inspirada na obra de Beethoven, que é o compositor preferido do Papa Francisco.


Equipe Via-Sacra:

Autores dos textos: José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho) e João Carlos Almeida (Padre Joãozinho)

Direção: Ravel Cabral

Direção de Movimento: Janice Botelho

Direção Musical: Roger Henri

Cenografia: Abel Gomes

Concepção e Direção Geral: Ulysses Cruz 

Artistas participantes – 26 de julho

Martín Valverde (Costa Rica / México), Kiki Troia (Argentina), Judy Bailey (Alemanha), Matt Maher (Estados Unidos), Son By Four (Porto Rico), Cardiac Move (Alemanha), Martin Duarte (Argentina), Ziza Fernandes (Brasil), Banda Vida Reluz (Brasil), Cantores de Deus (Brasil), Olívia Ferreira (Brasil), Irmã Kelly Patrícia (Brasil), Ricardo Sá/ Comunidade Canção Nova (Brasil), Dunga/ Comunidade Canção Nova (Brasil), Eliana Ribeiro/ Comunidade Canção Nova (Brasil), Nelsinho/ Comunidade Canção Nova (Brasil), Márcio Pacheco (Brasil), Flavinho (Brasil), DJ Odilon (Brasil), DJ Piedade (Brasil), DJ Gogan (Brasil).

Fonte: CatolicaNet

ORAÇÃO OFICIAL  -JMJ 2013

Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste
homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, 
proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças
necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria 
de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja
precisa no Terceiro Milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços 
abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua 
oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial 
com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem
na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita
misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como 
discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua 
Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos 
os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude
levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade,
 tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os
 protagonistas de um mundo novo.

Amém!
MENSAGEM DO DIA
O Senhor nos convida à ação
"Mas, quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem! Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem!" (Mateus 13, 16). O Senhor acabou de declarar com isso que muitos olham, mas não vêem; muitos escutam, mas não ouvem. Há uma diferença entre escutar e ouvir. Então, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem. "Eu vos declaro, em verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não ouviram” (Mateus, 13, 17).

Nós ainda não somos capazes de perceber a riqueza que Deus nos deu. Nós "nadamos" em graças, nós "nadamos" em milagres, assim como a criança está no ventre da mãe dentro daquele líquido, o líquido amniótico, que é alimentício. Aquele líquido não é simplesmente um líquido, ele é rico de alimentos e de substâncias necessárias à formação do bebê. Nós vivemos assim, nós "nadamos" nas maravilhas de Deus, igualzinho à criança que mexe que se remexe, nós nadamos nas riquezas de Deus, nos prodígios de Deus, nas maravilhas de Deus! E porque justamente nós "nadamos" nessas maravilhas, nós não somos capazes de perceber, porque para a criança é natural estar ali.

Mas, ao mesmo tempo, o Senhor quer que nós percebamos a pobreza, a indigência, até mesmo a miséria em que vive o nosso povo no campo espiritual, e também no campo psicológico. E daí todas as outras conseqüências... O Senhor nos quer ativos. O Senhor nos convida à ação em favor de todos os que sofrem. Pode ter alguém do seu lado sofrendo e você ainda não percebeu. Vamos pedir, hoje, a graça do olhar sobrenatural, para que consigamos ver com os olhos de Jesus todas as coisas.



Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
                                EVANGELHO DO DIA
(Jo 20,1-2.11-18)

O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de
madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada
do túmulo. Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro
discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo,
e não sabemos onde o colocaram”. 11 Maria estava do lado de fora do túmulo,
chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12 Viu,
então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de
Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Os anjos perguntaram: “Mulher, por
que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”
14 Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que
era Jesus. 15 Jesus perguntou-lhe: Mulher, por que choras? A quem procuras?
Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me
onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e
exclamou, em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer: Mestre). 17 Jesus disse: “Não me
segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para
junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18 Então Maria Madalena 
foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
A vida de quem é discípulo de Jesus consiste em fazer as obras do reino de Deus para
manifestar a sua presença no meio dos homens. É deixar de lado as suas próprias obras
para que, como enviado por Jesus, realize as obras de Deus. Para que isso seja possível, 
o discípulo de Jesus não deve colocar a sua confiança nos bens materiais, mas em 
Deus, que tudo proverá para que a sua obra seja coroada de êxito. Com essa confiança
em Deus, o discípulo de Jesus deve procurar estar atento a tudo o que acontece ao seu
 redor, para que não perca nenhuma chance de fazer o bem aos que necessitam dele e 
possa ser, também, um promotor da paz fonte cnbb.
SANTO DO DIA

São Bento de Nórcia

As informações sobre a vida de Bento nos foram transmitidas pelo seu biógrafo e contemporâneo, papa são Gregório Magno. No livro que enaltece o seu exemplo de santidade de vida, ele não registrou as datas de nascimento e morte. Assim, apenas recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547.

Bento nasceu na cidade de Nórcia, província de Perugia, na Itália. Pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e santa da Igreja. Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para Enfide, hoje chamada de Affile. Levando uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.

Ainda não satisfeito, aos vinte anos isolou-se numa gruta do monte Subiaco, sob orientação espiritual de um velho monge da região chamado Romano. Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. Depois, agregou-se aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que esses monges indolentes tentaram envenená-lo. Segundo seu biógrafo, ele teria escapado porque, ao benzer o cálice que lhe fora oferecido, o mesmo se partiu em pedaços.

Bento abandonou, então, o convento e, na companhia de mais alguns jovens, entre eles Plácido e Mauro, emigrou para Nápoles. Lá, no sopé do monte Cassino, onde antes fora um templo pagão, construiu o seu primeiro mosteiro. 

Era fechado dos quatro lados como uma fortaleza e aberto no alto como uma grande vasilha que recebia a luz do céu. O símbolo e emblema que escolheu foram a cruz e o arado, que passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante.

As regras rígidas não poderiam ser mais simples: "Ora e trabalha". Acrescentando-se a esse lema "leia", pois, para Bento, a leitura devia ter um espaço especial na vida do monge, principalmente a das Sagradas Escrituras. Desse modo, estabelecia-se o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio, do corpo, da alma e do espírito, para manter o ser humano em comunhão com Deus. Ainda, registrou que o monge deve ser "não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador".

A oração e o trabalho seriam o caminho para edificar espiritual e materialmente a nova sociedade sobre as ruínas do Império Romano que acabara definitivamente. Nesse período, tão crítico para o continente europeu, este monge tão simples, e por isto tão inspirado, propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. A partir de Bento, criou-se uma rede monástica, que possibilitou o renascimento da Europa.

Celebrado pela Igreja no dia 11 de julho, ele teria profetizado a morte de sua irmã e a própria. São Bento não foi o fundador do monaquismo cristão, que já existia havia três séculos no Oriente. Mas merece o título de "Pai do Monaquismo Ocidental", que ali só se estabeleceu graças às regras que ele elaborou para os seus monges, hoje chamados "beneditinos". Além disto, são Bento foi declarado patrono principal de toda a Europa pelo papa Paulo VI, em 1964, também com justa razão.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

EVANGELHO DO DIA
                                             (Mt 10,1-7)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doença e enfermidade. Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; Filipe e Bartolo­meu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus.
Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6 Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7 Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
SANTO DO DIA

Santo Antônio Percierskij

Antônio, que antes se chamava Antipas, nasceu na Ucrânia no ano de 983. Percierskij, na realidade, não é o seu sobrenome, mas sim um apelido e tem um significado: "da gruta". Trata-se de uma referência à cela, escavada por ele mesmo, no vale de Dnjepr, próximo a Kiev, que deu origem à vida monástica russa.


Antônio "da gruta", desde a adolescência, sempre buscou a solidão das cavernas, típicas de sua região, para suas orações contemplativas. Depois viveu, até os quarenta e cinco anos de idade, peregrinando solitário pelos inúmeros mosteiros do monte Athos, na Grécia. Os registros indicam que ele permaneceu alguns anos no mosteiro de Esphigmenon, quando decidiu continuar a vida de penitência e oração na sua pátria. Foi assim que escavou a primeira gruta em Kiev.



Logo surgiram muitos seguidores, e curiosos, que se sentiam atraídos pelos ensinamentos e pela fama de santidade daquele homem de oração e penitência. Todos queriam aprender com o monge sábio e justo, que nunca se mostrava irritado. Era um homem manso e silencioso, pleno de misericórdia com todos. Essa sua personalidade foi muito bem retratada pelo fiel discípulo Nestor, ao escrever "Histórias dos tempos passados".



Contudo Antônio insistia em viver solitário, enquanto os seus seguidores formavam uma comunidade. Com sua permissão, foram construindo várias celas pela região e, depois, uma primeira igreja. Assim, em 1051, surgiu o "Mosteiro das Grutas", cuja arquitetura foi projetada integrando as grutas escavadas por esses monges primitivos.



Esse mosteiro se tornou um dos centros religiosos mais importantes de toda a Rússia. A sua comunidade se tornou famosa pela caridade, instrução, prestígio cultural e pelo esplendor da liturgia ortodoxa cristã. Além das belas igrejas que iam surgindo, consideradas verdadeiras obras de arte da arquitetura eslava. Antônio não desejava dirigir todo esse movimento, mas tinha noção exata do que ocorria. Por isso manteve-se como o exemplo da comunidade e a direção ele confiou ao seu discípulo Teodósio, que sedimentou e estabeleceu as regras da vida monástica.



Por perseguição política, Antônio foi obrigado a abandonar Kiev em 1055. Foi refugiar-se próximo a Cernigov, onde criou um outro mosteiro, conservando a regras de vida do anterior, imprimindo a sua marca pelo exemplo na oração, penitência e caridade. Mas no mosteiro de Kiev, haviam permanecido alguns religiosos, guiados pelo discípulo Teodósio, que é considerado co-fundador do mosteiro. Por isso Antônio conseguiu retornar clandestinamente e lá permaneceu recluso até a sua morte, no dia 10 de julho de 1073.



Do Mosteiro da Gruta de Kiev original restou uma parte não muito grande, pois nos anos de 1299 e 1316 foi quase destruído pelas invasões dos tártaros. Em1926, foi fechado pelo regime comunista. Só em 1988 ele foi reaberto definitivamente. Hoje, ele faz parte do patrimônio da humanidade, como um monumento tombado e conservado pela Unesco.

terça-feira, 9 de julho de 2013

MENSAGEM DO DIA
O Senhor prepara seus valentes guerreiros
Nós, cristãos, precisamos reagir. Ninguém pode calar nossa boca, nossa fé, nem nossa eloqüência em proclamar que Jesus Cristo é o Senhor.

O ardor e a força da convicção de São Estêvão eram tamanhos que abalaram as estruturas do sinédrio. Por causa disso, os contrários à fé cristã tinham muita raiva dele. Condenaram-no e martirizaram-no a pedradas, para que ele não pudesse mais proclamar a Palavra de Deus. Saulo, que depois se transformou no grande apóstolo Paulo, foi quem carregou o manto daqueles que o apedrejaram. A "revanche" de Deus foi muito maior, pois o que Estêvão não falou, Paulo falou e fez por ele.

E Pedro, João e os demais apóstolos, depois de terem sido presos, foram proibidos de pregar em nome de Jesus e de realizar milagres. Ao voltarem para a comunidade, a qual pertenciam, todos estavam orando. Em vez de aqueles homens ficarem temerosos diante de tal proibição, que havia sido imposta a eles, eles fizeram uma oração:

"E agora, Senhor, sê atento às suas ameaças, e concede aos teus servos que anunciem a tua Palavra com inteira segurança. Estende, pois, a mão para que se produzam curas, sinais e prodígios pelo nome de Jesus, teu santo servo". (Atos dos Apóstolos 4, 29- 30)

É assim que o Senhor prepara seus valentes guerreiros, os apóstolos de ontem e os de hoje. Ontem eram Pedro, João, Estêvão, Paulo, entre outros. Hoje, somos Reginaldo, Nilva, você e eu. E o método é o mesmo: o Senhor põe diante de nós situações concretas perante as quais precisamos pôr nossa fé em ação. Não estranhe: se as situações são difíceis é porque você precisa de um treinamento mais firme de fé.

Reze e peça ao Senhor que lhe dê uma fé inabalável e renuncie a toda incredulidade. Diga-Lhe que você quer ser uma pessoa de oração, de fé, de convicção e de determinação n’Ele. Amém! 


Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
  EVANGELHO DO DIA
                                                                      (Mt 9,32-38)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 32 apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33 Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34 Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”.
35 Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo o tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37 “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Existem pessoas que vivem chorando pelos cantos por causa das ofensas e calúnias das quais são vítimas no trabalho evangelizador. O Evangelho de hoje nos mostra que não deve ser essa a atitude dos discípulos de Jesus. Quando Jesus realiza a expulsão de um demônio, é caluniado, pois afirmam que é pelo poder do mal que ele faz exorcismos. Jesus simplesmente continua a sua caminhada, preocupando-se com o sofrimento e as dores de todos os que encontra pelo caminho e fazendo o bem a todos, olhando a todos com compaixão e preocupando-se porque são como ovelhas que não têm pastor. Assim também devemos ser nós, não devemos viver preocupados com as calúnias que nos são dirigidas, mas sim preocupados em fazer o bem.FONTE CNBB

SANTO DO DIA

Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus

Amábile Lúcia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, província de Trento, no norte da Itália. Foi a segunda filha do casal Napoleão e Anna, que eram ótimos cristãos, mas muito pobres.

Nessa época, começava a emigração dos italianos, movida pela doença e carestia que assolava a região. Foi o caso da família de Amábile, que em setembro de 1875 escolheu o Brasil e o local onde muitos outros trentinos já haviam se estabelecido no estado de Santa Catarina, em Nova Trento, na pequena localidade de Vigolo.

Assim que chegou, Amábile conheceu Virgínia Rosa Nicolodi e tornaram-se grandes amigas. As duas se confessam apaixonadas pelo Senhor Jesus e não era raro encontrá-las, juntas, rezando fervorosamente. Fizeram a primeira comunhão no mesmo dia, quando Amábile já tinha completado doze anos de idade.

Logo em seguida, o padre Servanzi a iniciou no apostolado paroquial, encarregando-a da catequese das crianças, da assistência aos doentes e da limpeza da capela de seu vilarejo, Vigolo, dedicada a são Jorge. Mas mal sabia o padre que estaria confirmando a vocação da jovem Amábile para o serviço do Senhor.

Amábile incluía, sempre, Virgínia nas atividades para ampliar o campo de ação. Dedicava-se de corpo e alma à caridade, servia consolando e ajudando os necessitados, os idosos, os abandonados, os doentes e as crianças. As obras já eram reconhecidas e notadas por todos, embora não soubesse que já se consagrava a Deus.

Com a permissão de seu pai, Amábile construiu um pequeno casebre, num terreno doado por um barão, próximo à capela, para lá rezar, cuidar dos doentes, instruir as crianças. A primeira paciente foi uma mulher portadora de câncer terminal, a qual não tinha quem lhe cuidasse. Era o dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que iniciou com Amábile e Virgínia atuando como enfermeiras.

Essa também foi a primeira congregação religiosa feminina fundada em solo brasileiro, tendo sido aprovada pelo bispo de Curitiba, em agosto 1895. Quatro meses depois, Amábile, Virgínia e Teresa Anna Maule, outra jovem que se juntou a elas, fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Também foi nomeada superiora, passando a ser chamada de madre Paulina.

A santidade e a vida apostólica de madre Paulina e de suas irmãzinhas atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Além do cuidado dos doentes, das crianças órfãs, dos trabalhos da paróquia, trabalhavam também na pequena indústria da seda para poderem sobreviver.

Em 1903, com o reconhecimento de sua obra, madre Paulina foi convidada a transferir-se para São Paulo. Fixando-se junto a uma capela no bairro do Ipiranga, iniciou a obra da "Sagrada Família" para abrigar os ex-escravos e seus filhos depois da abolição da escravatura, ocorrida em 1888. Em 1918, madre Paulina foi chamada à Casa-geral, em São Paulo, com o reconhecimento de suas virtudes, para servir de exemplo às jovens vocações da sua congregação. Nesse período, destacou-se pela oração constante e pela caridosa e contínua assistência às irmãzinhas doentes.

Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento, iniciando com a amputação do braço direito, até a cegueira total. Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congregação, em São Paulo.

Ela foi beatificada pelo papa João Paulo II em 1991, quando o papa visitou, oficialmente, o Brasil. Depois, o mesmo pontífice canonizou-a em 2002, tornando-se, assim, a primeira santa do Brasil.

sábado, 29 de junho de 2013

EVANGELHO DO DIA
                                                                        (Mt 8,5-17)

O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”.
Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”.
10 Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11 Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12 enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.
13 Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! e seja feito como tu creste”. E, naquela mesma hora, o empregado ficou curado. 14 Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15 Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. 16 Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, 17 para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Ele tomou as nossas dores e carregou sobre si as nossas enfermidades. Jesus é solidário com todos os que sofrem e é sempre uma presença de amor em suas vidas. A sua presença manifesta o amor que Deus tem pelo gênero humano. Quem tem fé verdadeira é sempre capaz de ver a presença de Jesus na sua própria vida, principalmente nos momentos de sofrimento e de dor, e sente os efeitos dessa presença amorosa. O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que manifesta a todos os que sofrem esta presença e esta solidariedade de Jesus, e o faz através do serviço, ou seja, tornando-se ele próprio uma extensão do braço amoroso de Jesus que atua nos momentos difíceis da vida de todos.FONTE CNBB